terça-feira, 30 de setembro de 2014
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
terça-feira, 23 de setembro de 2014
O HOMEM DAS CASTANHAS
Na Praça da Figueira,
ou no Jardim da Estrela,
num fogareiro aceso é que ele arde.
Ao canto do Outono,à esquina do Inverno,
o homem das castanhas é eterno.
Não tem eira nem beira, nem guarida,
e apregoa como um desafio.
É um cartucho pardo a sua vida,
e, se não mata a fome, mata o frio.
Um carro que se empurra,
um chapéu esburacado,
no peito uma castanha que não arde.
Tem a chuva nos olhos e tem o ar cansado
o homem que apregoa ao fim da tarde.
Ao pé dum candeeiro acaba o dia,
voz rouca com o travo da pobreza.
Apregoa pedaços de alegria,
e à noite vai dormir com a tristeza.
Quem quer quentes e boas, quentinhas?
A estalarem cinzentas, na brasa.
Quem quer quentes e boas, quentinhas?
Quem compra leva mais calor p'ra casa.
A mágoa que transporta a miséria ambulante,
passeia na cidade o dia inteiro.
É como se empurrasse o Outono diante;
é como se empurrasse o nevoeiro.
Quem sabe a desventura do seu fado?
Quem olha para o homem das castanhas?
Nunca ninguém pensou que ali ao lado
ardem no fogareiro dores tamanhas.
Quem quer quentes e boas, quentinhas?
A estalarem cinzentas, na brasa.
Quem quer quentes e boas, quentinhas?
Quem compra leva mais amor p'ra casa.
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
terça-feira, 16 de setembro de 2014
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
domingo, 14 de setembro de 2014
sábado, 13 de setembro de 2014
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Como já me vai faltando a pachorra para assistir a estes
debates eleitorais (?), limitei-me a visionar partes de uma gravação da “peixeirada”
entre o Tozé e o Costa (foi o máximo que aguentei).
Por momentos senti-me transportado no tempo àquelas zaragatas entre a peixeira lisboeta e a sua cliente, por causa do preço do carapau:
Por momentos senti-me transportado no tempo àquelas zaragatas entre a peixeira lisboeta e a sua cliente, por causa do preço do carapau:
- Ó sua gosma, sua pelintra, sua chupista, não queria mais
nada. Se calhar queria o carapau de borla. Vá pedir dinheiro lá ao vizinho que
é seu amante…bla…bla…bla (versão soft).
Infelizmente para o Tozé, a eleição (que ele inventou) é
suposta ser para candidato a primeiro-ministro e não para vendedora de peixe,
embora um primeiro-ministro também tenha que “vender o seu peixe”, mas em
sentido figurado.
O que me intriga é o contraste chocante do Tozé a “piar fininho” nos debates na Assembleia da República contra o seu amigo Coelho e a peixeirada de baixo nível que usou contra um companheiro de partido.
Pela reação dos comentadores da direita, não custa perceber a quem é que a dita peixeirada agradou.
O que me intriga é o contraste chocante do Tozé a “piar fininho” nos debates na Assembleia da República contra o seu amigo Coelho e a peixeirada de baixo nível que usou contra um companheiro de partido.
Pela reação dos comentadores da direita, não custa perceber a quem é que a dita peixeirada agradou.






































