segunda-feira, 14 de maio de 2018

Nem mesmo com a prestimosa colaboração dos OCS eles conseguem inverter a situação. Agora já só lhes resta os incêndios do próximo verão.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

FICAR MAL NA FOTOGRAFIA


Não falta quem apregoe aos sete ventos que é adepto fervoroso do estado de direito. É politicamente correto e fica sempre bem. Todavia, quando o assunto em análise envolve pessoas das cores partidárias da sua preferência, o caso muda de figura e, muitas vezes, a tal obrigatoriedade das acusações ou absolvições carecerem quer de provas, quer do adequado julgamento é mandada às urtigas.
Nunca aqui emiti a minha opinião acerca do caso José Sócrates, não apenas pela minha ausência de filiação ou simpatia partidária mas, sobretudo, por uma questão de coerência.
Neste caso vou abrir uma exceção pois, como a imagem pretende sugerir,  tenho que reconhecer que há muita gente a “ficar mal na fotografia” e isso, de certo modo irrita-me.

1)- A defesa de JS pela maneira pouco clara e convincente como tem argumentado contra a acusação dos empréstimos monetários do seu amigo Carlos Santos Silva, os propalados luxos e as férias em conjunto. Digamos que este será mesmo o seu calcanhar de Aquiles. Aparentemente, não parece que haja qualquer ilegalidade nos procedimentos mas, num país de gente invejosa, torna-se muito difícil justificá-los.
Curiosamente, ninguém usa do mesmo critério rigoroso para justificar as férias de luxo de Ricardo Salgado com algumas figuras de topo na vida política portuguesa (por exemplo MRS).
2)- O comportamento vergonhoso de certa Comunicação Social, com destaque para o Correio da Manhã. A violação sistemática do segredo de justiça, de forma ostensivamente concertada com o Ministério Público, parecendo até que o CM funciona como o canal de comunicação privilegiado para o MP. Não há acusações formais, mas ficam as insinuações “habilidosas” de “fortes suspeitas”.  Tudo dentro de uma estratégia de julgamento em “Praça Pública”.
Curiosamente, ou não, esta estratégia não se aplica a outros casos potencialmente mediáticos com figuras de outras cores partidárias. Pura e abjeta manipulação.
3)- Aparentemente, à falta de provas consistentes, o MP tenta transformar o processo num “mega-processo” onde encaixa tudo e um par de botas e, em “colaboração” com os OCS de confiança, à falta de melhor, proceder ao julgamento em praça pública.
As investigações parecem intermináveis, correndo-se o risco de, à semelhança de outros processos de corrupção, vir a ser arquivado por ter expirado o prazo.
Curiosa a afirmação de um procurador na RTP que considerou que a quebra do segredo de justiça é “interesse público”, esquecendo-se de explicar quem é que, neste caso, define o que é isso do interesses público.
4)- O PS, que parece ter acordado um pouco tarde, apenas veio objetivamente reforçar o “julgamento popular”. Se tinham ou têm qualquer tipo de provas, porquê só agora divulgá-las?
As legislativas aproximam-se e esta atuação soa a oportunismo político.
5)- A direita que parece disposta a tudo para tirar dividendos políticos do caso, esquecendo os seus telhados de vidro.     
        
           

quinta-feira, 3 de maio de 2018

A semelhança do que que está a fazer em relação aos submarinos, a líder do CDS considera que o Partido Socialista tem de fazer a sua "reflexão interna" perante as suspeitas judiciais que envolvem os seus ex-governantes.
Corruptores presos na Alemanha sem a correspondente prisão dos corrompidos em Portugal é matéria que exige mesmo uma séria reflexão.

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Frases que quase todos os portugueses ouviram desde sempre... mas não se lembram.
Maria, já fui à camara municipal, untei as mãos ao tipo que o Jacinto me recomendou e agora o projecto vai mesmo andar.
Luiza, já falei ao amigo do primo do nosso vizinho do 3º andar e o Joãozinho vai mesmo para aquela escola que queríamos. Não te esqueças de comprar as duas garrafitas de whisky de malte.
Telefonei à namorada do nosso amigo Antero que conhece o gerente do Banco. O empréstimo já foi aprovado.
No país dos amigos da Cunha, quem é que é capaz de falar de corrupção e tráfico de influências sem se rir?

quinta-feira, 19 de abril de 2018


O pinhal de Leiria que, segundo alguns autores, foi inicialmente mandado plantar pelo rei D. Afonso III e posteriormente aumentado substancialmente pelo rei D. Dinis, para as dimensões atuais.
Para isso, o rei teve de cortar a verba das rosas à Dona Isabel (Obrigando-a a fazer milagres em part-time) e aumentar o défice do Reino, porque não tinha um Centeno.
Esforço inglório porque em 2017 apareceram uns incendiários madeireiros que largaram fogo ao referido pinhal e alguém arranjou maneira de imputar as culpas a outros.
Felizmente que temos uma Justiça que vai descobrir e prender os verdadeiros culpados.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Senhor Presidente, os portugueses ficaram muito surpreendidos por não ter nada a dizer nos casos da Tecnoforma, dos documentos dos submarinos, dos Panamá papers e muitos outros que parece que são muito incómodos para si.
Agora descobriu-se que andaram para aí uns pirómanos, a mandado não se sabe de quem, a lançar fogo ao Pinhal de Leiria e a obrigá-lo a beijar mais umas centenas de vítimas daquele ato criminoso.
Afinal, parece que, também desta vez, o senhor não tem nada a declarar.
Sabemos que dá muito mais jeito, a si e ao pessoal pafioso, entalar o seu amigo A. Costa, acusando-o de negligência no combate aos incêndios, mas será que o seu discurso não começa a ser exageradamente seletivo?
Tenha cuidado que o pessoal já começa a reparar nessas coincidências(?!).

domingo, 15 de abril de 2018

O realizador checo Miloš Forman que, entre outros êxitos, realizou Voando Sobre Um Ninho de Cucos e Amadeus, morreu nesta sexta-feira, aos 86 anos após ter marca na história do cinema.
A sua coroa de glória foi o filme
Voando Sobre Um Ninho de Cucos, protagonizado por Jack Nicholson, que condensa num hospital psiquiátrico as tensões, as manhas e a violência institucional daquele tempo. O filme foi recebido com a aclamação da crítica e da Academia, conquistando as cinco categorias mais importantes dos Óscares: melhor filme, melhor realizador, melhor actor, melhor actriz (Louise Fletcher) e melhor argumento (Lawrence Hauben e Bo Goldman). Só Uma Noite Aconteceu (1934) e O Silêncio dos Inocentes (1991) conseguiram igual proeza.

PROVAR PARA QUÊ?

Se não foram necessárias provas da existência de armas de destruição maciça no Iraque e do envenenamento por parte dos russos em Inglaterra, porque raio seria necessário provar a existência de armas químicas na Síria?
Claro que sou maluco, ou também é preciso provar?

sexta-feira, 13 de abril de 2018

O PODER DE SÍNTESE NOS OCS

Esta manhã na "Maratona da saúde", um programa da RTP:

"APELANDO AO SEU PODER DE SÍNTESE...BLA...BLA
BLA...BLA".

Após esta sua intervenção, que dura largos segundos(!), a entrevistadora devolve, a contragosto, a palavra à entrevistada.
Irritante, ridículo, hilariante e nos limites da boa educação, este modo de atuação, que visa condicionar as intervenções dos entrevistados aos ditames dos tempos de antena dos canais televisivos e à necessidade de protagonismo dos entrevistadores, está a tornar-se, lamentavelmente, uma prática cada vez mais frequente.