O realizador checo Miloš Forman que, entre outros êxitos, realizou Voando Sobre Um Ninho de Cucos e Amadeus, morreu nesta sexta-feira, aos 86 anos após ter marca na história do cinema.
A sua coroa de glória foi o filme Voando Sobre Um Ninho de Cucos, protagonizado por Jack Nicholson, que condensa num hospital psiquiátrico as tensões, as manhas e a violência institucional daquele tempo. O filme foi recebido com a aclamação da crítica e da Academia, conquistando as cinco categorias mais importantes dos Óscares: melhor filme, melhor realizador, melhor actor, melhor actriz (Louise Fletcher) e melhor argumento (Lawrence Hauben e Bo Goldman). Só Uma Noite Aconteceu (1934) e O Silêncio dos Inocentes (1991) conseguiram igual proeza.
domingo, 15 de abril de 2018
PROVAR PARA QUÊ?
Se não foram necessárias provas da existência de armas de destruição maciça no Iraque e do envenenamento por parte dos russos em Inglaterra, porque raio seria necessário provar a existência de armas químicas na Síria?
Claro que sou maluco, ou também é preciso provar?
Claro que sou maluco, ou também é preciso provar?
sexta-feira, 13 de abril de 2018
O PODER DE SÍNTESE NOS OCS
Esta manhã na "Maratona da saúde", um programa da RTP:
"APELANDO AO SEU PODER DE SÍNTESE...BLA...BLA
BLA...BLA".
Após esta sua intervenção, que dura largos segundos(!), a entrevistadora devolve, a contragosto, a palavra à entrevistada.
Irritante, ridículo, hilariante e nos limites da boa educação, este modo de atuação, que visa condicionar as intervenções dos entrevistados aos ditames dos tempos de antena dos canais televisivos e à necessidade de protagonismo dos entrevistadores, está a tornar-se, lamentavelmente, uma prática cada vez mais frequente.
quarta-feira, 11 de abril de 2018
A crise dos mísseis de Cuba foi um confronto de 13 dias (16-28 outubro de 1962) entre os Estados Unidos e a União Soviética relacionado com a tentativa de implantação de mísseis balísticos soviéticos em Cuba. Protagonizada por John F. Kennedy e Nikita Kruschev (o do sapato) esta crise assumiu contornos dramáticos, tendo sido o mais próximo que se chegou ao início de uma guerra nuclear em grande escala durante a Guerra Fria.
Passados 55 anos e meio, eis que dois loucos, inspirados no passado, resolveram brincar aos mísseis e provocar o pânico de toda a população mundial. Esperemos que um deles consiga ainda ter o mesmo juízo que o Kruschev conseguiu ter em 1962.
Passados 55 anos e meio, eis que dois loucos, inspirados no passado, resolveram brincar aos mísseis e provocar o pânico de toda a população mundial. Esperemos que um deles consiga ainda ter o mesmo juízo que o Kruschev conseguiu ter em 1962.
segunda-feira, 9 de abril de 2018
SINCRONISMO DE DIREITA
MARCELO E O SINCRONISMO DA
DIREITA
Preocupado com a probabilidade de uma maioria absoluta nas próximas eleições legislativas lhe poder vir a reduzir o protagonismo, Marcelo não perde qualquer oportunidade de apoiar a “sua” direita, tentando estabelecer algum equilíbrio. Uma das tácticas utilizadas passa por afirmar que o governo anterior teve papel preponderante na recuperação económica.
Preocupado com a probabilidade de uma maioria absoluta nas próximas eleições legislativas lhe poder vir a reduzir o protagonismo, Marcelo não perde qualquer oportunidade de apoiar a “sua” direita, tentando estabelecer algum equilíbrio. Uma das tácticas utilizadas passa por afirmar que o governo anterior teve papel preponderante na recuperação económica.
sexta-feira, 6 de abril de 2018
A CONFERÊNCIA DE BAIXO NÍVEL
A CONFERÊNCIA DE BAIXO NÍVEL
Algures no centro da Europa, onde se bebe uma cerveja porreira, a acompanhar as batatas fritas, e se compram rendas e bombons para levar à sogra. Tudo isso acompanhado de um salário principesco pago pelos contribuintes europeus.
=============================================================
Chairman: “Meus senhores está aberta a sessão, mas despachem-se que são quase horas do almoço”
Juncker: “A propósito de almoço, já alguém escolheu o vinho?”
Chairman: “Sempre a pensar nos copos”
A. Costa: “Jean-Claude, visita-nos em Portugal que temos lá um tinto que é cá uma pomada…”
Juncker: “Ó Tó, até te baixava o défice para 0,5%”
A. Costa: “Fechado. Já que estou no uso da palavra, gostava de pedir ao Mariano para nos devolver Olivença. Dava-me muito jeito para as legislativas de 2019”
Raroy: “Ó Tó, tira o cavalinho da chuva que já fizemos lá um referendo e os habitantes querem continuar a ser espanhóis”
Puigdemont: “Como é? Ó Mariano explica lá porque é que fazes referendos em Olivença e proíbes referendos na Catalunha”
Raroy: “Ó Puigas, cala a boca senão lixas-te. Então agora queres comparar Espanha com Portugal?”
A. Costa: “Olha-me este. Tomaram vocês serem como nós.”
Raroy: “Porquê?”
A. Costa: “Temos os melhores jogadores do mundo de futebol e futsal. Temos o secretário-geral da ONU. Temos o presidente do Eurogrupo. Temos o ex-presidente da Comissão Europeia e quase dono da Golden Sachs. E vocês o que é que têm? Nada”
Raroy: “Quanto aos melhores do mundo de futebol e futsal, não temos mas comprámos.
Ao Guterres oferecemos o lugar do Filipe VI, que está a precisar de férias. O Barroso nem de borla”
A. Costa: “Do Centeno nem falas e não levas nada porque é a nossa joia da coroa”. Em vez do Guterres, podes levar o Marcelo que pode fazer muitas selfies em Espanha”.
Puigdemont: “Ó Mariano et deixa en converses i autoritza el referèndum a Catalunya”
Raroy: “Fala castelhano ou meto-te na pildra”
Merkel: “Ó Mariano, bate a bola baixa que eu já disse que o Puigas não vai preso. Esqueces-te que eu sou a dona da Europa?”
Raroy: “Desculpa Tó, mas como bom negociador, pede à Theresa para nos devolver Gibraltar e talvez tenhas hipóteses com Olivença”
T. May: “Ó Mariano, de Gibraltar, nem os macaquinhos levas. Também fizemos um referendo e o pessoal quer continuar no Reino Unido. Ó pá, não me chateies que já me chega o Brexit”
Juncker: “Ó Theresa, é o Brexit e os russos, porque o Putin dá-te cabo da cabeça. Entra lá com a massa que nos tens que pagar e dá à sola”.
T. May: “Os russos chateiam porque estes ranhosos dos portugueses não nos apoiam. Mas eu já falei com o Rui River para meter o Tó na ordem”
A.Costa: “Ó Theresa deves andar nos copos com o Jean-Claude. Paga lá o que deves à UE e Brexit daqui para fora. Inventaste essa do envenenamento dos russos, não consegues provar nada e andas a pedir apoio dos europeus para desviar as atenções. Quanto ao Rui River, tomara ele que o próprio partido não o meta na ordem a ele e não a nós”.
Cristas: “Ó pá, porque é que eu não fui convidada para vir falar?”
Chairman: “Ó rapariga, tens uma votação igual à margem de erro e querias ter voto na matéria? Vai lá vender o teu peixe e deixa-nos em paz”
Juncker: “Já escolheram o vinho ou não? Ninguém me liga”
Chairman: “Já está escolhido, vamos lá acabar esta conversa da treta e toca a almoçar”
Deputado europeu: “ O que uma pessoa sofre para receber o miserável salário de deputado europeu”
Algures no centro da Europa, onde se bebe uma cerveja porreira, a acompanhar as batatas fritas, e se compram rendas e bombons para levar à sogra. Tudo isso acompanhado de um salário principesco pago pelos contribuintes europeus.
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Chairman: “Meus senhores está aberta a sessão, mas despachem-se que são quase horas do almoço”
Juncker: “A propósito de almoço, já alguém escolheu o vinho?”
Chairman: “Sempre a pensar nos copos”
A. Costa: “Jean-Claude, visita-nos em Portugal que temos lá um tinto que é cá uma pomada…”
Juncker: “Ó Tó, até te baixava o défice para 0,5%”
A. Costa: “Fechado. Já que estou no uso da palavra, gostava de pedir ao Mariano para nos devolver Olivença. Dava-me muito jeito para as legislativas de 2019”
Raroy: “Ó Tó, tira o cavalinho da chuva que já fizemos lá um referendo e os habitantes querem continuar a ser espanhóis”
Puigdemont: “Como é? Ó Mariano explica lá porque é que fazes referendos em Olivença e proíbes referendos na Catalunha”
Raroy: “Ó Puigas, cala a boca senão lixas-te. Então agora queres comparar Espanha com Portugal?”
A. Costa: “Olha-me este. Tomaram vocês serem como nós.”
Raroy: “Porquê?”
A. Costa: “Temos os melhores jogadores do mundo de futebol e futsal. Temos o secretário-geral da ONU. Temos o presidente do Eurogrupo. Temos o ex-presidente da Comissão Europeia e quase dono da Golden Sachs. E vocês o que é que têm? Nada”
Raroy: “Quanto aos melhores do mundo de futebol e futsal, não temos mas comprámos.
Ao Guterres oferecemos o lugar do Filipe VI, que está a precisar de férias. O Barroso nem de borla”
A. Costa: “Do Centeno nem falas e não levas nada porque é a nossa joia da coroa”. Em vez do Guterres, podes levar o Marcelo que pode fazer muitas selfies em Espanha”.
Puigdemont: “Ó Mariano et deixa en converses i autoritza el referèndum a Catalunya”
Raroy: “Fala castelhano ou meto-te na pildra”
Merkel: “Ó Mariano, bate a bola baixa que eu já disse que o Puigas não vai preso. Esqueces-te que eu sou a dona da Europa?”
Raroy: “Desculpa Tó, mas como bom negociador, pede à Theresa para nos devolver Gibraltar e talvez tenhas hipóteses com Olivença”
T. May: “Ó Mariano, de Gibraltar, nem os macaquinhos levas. Também fizemos um referendo e o pessoal quer continuar no Reino Unido. Ó pá, não me chateies que já me chega o Brexit”
Juncker: “Ó Theresa, é o Brexit e os russos, porque o Putin dá-te cabo da cabeça. Entra lá com a massa que nos tens que pagar e dá à sola”.
T. May: “Os russos chateiam porque estes ranhosos dos portugueses não nos apoiam. Mas eu já falei com o Rui River para meter o Tó na ordem”
A.Costa: “Ó Theresa deves andar nos copos com o Jean-Claude. Paga lá o que deves à UE e Brexit daqui para fora. Inventaste essa do envenenamento dos russos, não consegues provar nada e andas a pedir apoio dos europeus para desviar as atenções. Quanto ao Rui River, tomara ele que o próprio partido não o meta na ordem a ele e não a nós”.
Cristas: “Ó pá, porque é que eu não fui convidada para vir falar?”
Chairman: “Ó rapariga, tens uma votação igual à margem de erro e querias ter voto na matéria? Vai lá vender o teu peixe e deixa-nos em paz”
Juncker: “Já escolheram o vinho ou não? Ninguém me liga”
Chairman: “Já está escolhido, vamos lá acabar esta conversa da treta e toca a almoçar”
Deputado europeu: “ O que uma pessoa sofre para receber o miserável salário de deputado europeu”
Fernando Roque
quinta-feira, 5 de abril de 2018
Nós a pensarmos que eles iam à cerimónia da assinatura da devolução de Olivença, para restaurar a unidade nacional de Portugal e afinal vão apenas decidir se devem ou não meter o catalão Puigdemont na "pildra" para salvar a "unidade nacional" de Espanha e a "nova democracia europeia do século XXI" que os castelhanos inventaram.
quarta-feira, 4 de abril de 2018
No primeiro caso, tratou-se de uma mentira que justificou a invasão do Iraque, a morte de milhares de seres humanos e o assassinato de um líder político. A série televisiva americana Homeland descreve, de forma romanceada, este tipo de actuações da CIA. Parece que o valor do petróleo fala mais alto.
No segundo caso, depois da bronca da provável batota na vitória do referendo do Brexit e das consequência no eventual desmoronamento da economia do Reino Unido, havia que lançar uma cortina de fumo para esconder o previsível fracasso do "separatismo" de Theresa May. Putin não será homem por quem se ponha as mãos no fogo, mas esta encenação ridícula de expulsões retribuídas de diplomatas, como treino para uma segunda versão da guerra fria, só mostra a actual impreparação e imaturidade dos políticos europeus. Não seria melhor investigar, provar e depois acusar?
No segundo caso, depois da bronca da provável batota na vitória do referendo do Brexit e das consequência no eventual desmoronamento da economia do Reino Unido, havia que lançar uma cortina de fumo para esconder o previsível fracasso do "separatismo" de Theresa May. Putin não será homem por quem se ponha as mãos no fogo, mas esta encenação ridícula de expulsões retribuídas de diplomatas, como treino para uma segunda versão da guerra fria, só mostra a actual impreparação e imaturidade dos políticos europeus. Não seria melhor investigar, provar e depois acusar?
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